A última parte da pré-produção do projeto está nos testes da projeção na água. Somente achando problemas e soluções para a projeção da imagem é que conseguirei na segunda parte do projeto, iniciar as gravações e captação dos músicos. O roteiro do vídeo escrito anteriormente ao uso e funcionamento do aparato deverá ser seriamente repensado após as várias conclusões feitas ao longo das tentativas e erros.
Foram dois dias de testes, e já sabendo que a imagem talvez não parasse na água adereços foram usados desde o início. No primeiro dia, testei a projeção da imagem na água pura e o que aos nossos olhos não aconteceu, incrivelmente brilhou e apareceu nas fotos tiradas. Neste momento, alternativas foram pensadas, como fazer do produto final um vídeo e não a vídeo-instalação. Como segundo teste, comprei dois panos brancos e bem finos e coloquei junto à água, neste momento um nova sensação surgiu, mas ainda não me via plenamente contente com o resultado. Como terceiro teste do dia, já havia pensado anteriormente na tentativa de deixar a água branca, e com cal virgem eu testei a projeção, esta ficou um pouco melhor, no entanto com difícil nitidez já que a água não ficou tão branca como deveria.
Foi no segundo dia que as coisas aconteceram de fato, levei para os testes um pedaço de vidro e um saco de 8 kg de cal sinhá. Parece ter encontrado o resultado satisfatório. Aos meus olhos este será o produto final. Desta vez o vidro somente segura a imagem que já está composta na água branca, ao contrário dos panos brancos, lugar onde a imagem se forma, sendo a água mero adereço visual. O vidro parece ser tingido pela imagem e a sensação visual é encantadora.
Ainda assim, o roteiro prévio pensado com tantos detalhes e informações, deverá ser composto agora por imagens grandes, bem definidas e com forte constrate, contorno e saturação de cores. Contudo, meu objetivo está sendo alcançado, e logo terei o resultado que esperava.












